Traídos pela indiferença ultrajante do Itamaraty, afrontados pela infame hostilidade do presidente da República, presos políticos cubanos e dissidentes em liberdade vigiada endereçaram ao presidente da Costa Rica o mesmo pedido de socorro que Lula rechaçou. Fiel à biografia admirável, Oscar Arias nem esperara pela chegada do apelo (que o colega brasileiro ainda não leu) para colocar-se ao lado das vítimas do arbítrio. Já estava em ação ─ e em ação continua. Neste sábado, Arias escreveu sobre o tema no jornal espanhol El País. O confronto entre o falatório de Lula e trechos do artigo permite uma pedagógica comparação entre os dois chefes de governo: LULA: “Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por fazer uma greve de fome. Vocês sabem que sou contra greve de fome porque já fiz greve de fome”. ARIAS: “Uma greve de fome de 85 dias não foi suficiente para convencer o governo cubano de que era necessário preservar a vida de uma pessoa, acima de qualquer diferença ideológica. Não foi suficiente para induzir à compaixão um regime que se vangloria da solidariedade que, na prática, só aplica a seus simpatizantes. Nada podemos fazer agora para salvar Orlando Zapata, mas podemos erguer a voz em nome de Guillermo Fariñas Hernández, que há 17 dias está em greve de fome em Santa Clara, reivindicando a libertação de outros presos políticos, especialmente aqueles em precário estado de saúde”. LULA: “Eu acho que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”. ARIAS: “Seria perigoso se um Estado de Direito se visse obrigado a libertar todos os presos que decidirem deixar de alimentar-se. Mas esses presos cubanos não são como os outros, nem há em Cuba um Estado de Direiro. São presos políticos ou de consciência, que não cometeram nenhum delito além de opor-se a um regime”. LULA: “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos”. ARIAS: “Não existem presos políticos nas democracias. Em nenhum país verdadeiramente livre alguém vai para a prisão por pensar de modo diferente. Cuba pode fazer todos os esforços retóricos para vender a ideia de que é uma “democracia especial”. Cada preso político nega essa afirmação. Cada preso político é uma prova irrefutável de autoritarismo. Todos foram julgados por um sistema de independência questionável e sofreram punições excessivas sem terem causado danos a qualquer pessoa”. LULA: “Cada país tem o direito de decidir o que é melhor para ele”. ARIAS: “Sempre lutei para que Cuba faça a transição para a democracia. (…) O governo de Raúl Castro tem outra oportunidade para mostrar que pode aprender a respeitar os direitos humanos, sobretudo os direitos dos opositores. Se o governo cubano libertasse os presos políticos, teria mais autoridade para reclamar respeito a seu sistema político e à sua forma de fazer as coisas”. LULA: “Não vou dar palpites nos assuntos de outros países, principalmente um país amigo”. ARIAS: “Estou consciente de que, ao fazer estas afirmações, eu me exponho a todo tipo de acusação. O regime cubano me acusará de imiscuir-me em assuntos internos, de violar sua soberania e, quase com certeza, de ser um lacaio do império. Sem dúvida, sou um lacaio do império: do império da razão, da compaixão e da liberdade. Não me calo quando os direitos humanos são desrespeitados. Não posso calar-me se a simples existência de um regime como o de Cuba é uma afronta à democracia. Não me calo quando seres humanos estão com a vida em jogo só por terem contestado uma causa ideológica que prescreveu há anos. Vivi o suficiente para saber que não há nada pior que ter medo de dizer a verdade”. Oscar Arias é um chefe de Estado. Lula é chefe de uma seita com cara de bando. Arias é um pensador, conhece a História e tenta moldar um futuro mais luminoso. Lula nunca leu um livro, não sabe o que aconteceu e só pensa na próxima eleição. Arias é justo e generoso. Lula é mesquinho e oportunista. Arias se guia por princípios e valores. Lula menospreza irrelevâncias como direitos humanos, liberdade ou democracia. O artigo do presidente da Costa Rica, um homem digno, honra o Nobel da Paz que recebeu. A discurseira do presidente brasileiro, um falastrão sem compromisso com valores morais, tornou-o tão candidato ao prêmio quanto Fidel, Chávez ou Ahmadinejad. A colisão frontal entre o que Lula disse e o que Arias escreveu escancarou a distância abissal que separa um político sem grandeza de um estadista.
A colisão entre um político sem grandeza e um estadista (Política) escrito em segunda 15 março 2010 21:12
Deputado cassado por corrupção diz que Lula fará parte da construção do PT (Política) escrito em sábado 20 fevereiro 2010 12:22

E´notória a inversão de valores que o mundo vinha sofrendo como tendencia de comportamento entre as pessoas. Dizer "Sou malandro" era em um passado quase remoto, sinal de status e poder, todos queriam aprender com "ele". Felizmente esse tipo de tendência vem se dissipando à toque de caixa. Quem não se lembra de um grupo de políticos brasileiros(indiferente dos partidos)em um cruzeiro internacional, foram obrigados a quitarem suas dívidas para poderem sair e passear no país recém ancorado. A fama do brasileiro no mundo era a mesma dos italianos em Nápoli. A bola da vez continua sendo um ex-ministro;ex-deputado e ex-exemplo de esperança política para a maioria dos brasileiros. Aliás "EX" quer dizer na prática "NADA", foi cassado como deputado e ao meu ver assinou culpa ao pedir licença do cargo de ministro - para não ser exonerado. O Brasil é jovem e está crescendo e prova disso é que nossos políticos podem sair de um navio e pagar a caipirinha quando terminarem todo o cruzeiro.
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Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 20/2/2010 8:57 Aplaudido e solicitado, Dirceu quer Lula para "construção do PT" BRASÍLIA (Reuters) - Entre uma foto e outra solicitadas por centenas de petistas durante o 4o Congresso Nacional do PT, o deputado cassado e ex-ministro José Dirceu encontra tempo para prever o futuro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apostar no incremento da representação da legenda no Congresso. "Quando deixar o governo, Lula terá outras tarefas além de ser ex-presidente da República. Um delas, que vou defender, é participar da construção do PT, do fortalecimento do PT", disse Dirceu a jornalistas durante o encontro deliberativo da legenda na sexta-feira. Colocado frente a dados que mostram que a votação em Lula tem crescido mais do que a aceitação da legenda pelo eleitor entre 2002 e 2006, Dirceu afirmou que o partido se ressentiu de uma "guerra", em uma menção indireta ao escândalo do mensalão de 2005, do qual foi o principal prejudicado. "O PT enfrentou uma guerra política de 2005 a 2008, isso tem efeito, mas o PT tem grande oportunidade de ampliar sua base eleitoral para as camadas populares e consolidar a aliança que fez com o pequeno e o médio empresários", afirmou. A presença do PT na Câmara dos Deputados, principal medida da representação partidária, de acordo com cientistas políticos, passou de 91 parlamentares na eleição de 2002 para 83 em 2006. Para o ex-ministro, o objetivo é levar o PT, dos cerca de 18 por cento que detém na Câmara para algo próximo de 30 por cento. Com a eleição interna realizada no ano passado, Dirceu passou a ser integrante do novo Diretório Nacional do partido e foi mencionado em discurso de posse do novo presidente da legenda, José Eduardo Dutra, como exemplo de presidência a ser seguida. Na menção a Dirceu, a plateia de mais de 3 mil militantes aplaudiu vigorosamente, superando as manifestações dadas a outros dirigentes que ocuparam o posto nos 30 anos da legenda completados este mês. O ex-ministro, no entanto, não ocupou o palco, que teve como principal estrela o presidente Lula. (Reportagem de Carmen Munari)
Previsões de um futuro político no Irãn (Política) escrito em sexta 19 fevereiro 2010 00:45
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 ENTREVISTA DA 2ª BRUCE BUENO DE MESQUITA Aiatolá cairá e Irã vai se tornar ditadura militar Essa é apenas uma das várias previsões feitas pelo acadêmico americano, conhecido como "o próximo Nostradamus" A DIFERENÇA é que o professor de política na Universidade de Nova York e membro do Hoover Institution de Stanford, na Califórnia, não lida com o sobrenatural nem nada de outro mundo: usa um algoritmo para computador desenvolvido por ele mesmo a partir da teoria dos jogos para antecipar ações de países, empresas e líderes. Seu índice de acerto varia entre 60% e 90%, segundo relatório da CIA, maior do que os da própria agência americana, e seus clientes são serviços de inteligência de empresas e governos, entre outros. Para o americano, Dilma Rousseff não será eleita presidente do Brasil e Barack Obama ganhará seu segundo mandato nos EUA. SÉRGIO DÁVILA DE WASHINGTON Bruce Bueno de Mesquita usa seu modelo para antecipar acontecimentos internacionais desde os anos 1980. Relatório de funcionário da CIA diz que o acadêmico acerta mais e com mais precisão do que a própria agência, que utilizou seus serviços mais de mil vezes. Nos últimos tempos, Mesquita -que deve o sobrenome a um antepassado judeu português- voltou a ganhar evidência pelo lançamento do livro "The Predictioneer's Game" (O Jogo do Prognosticador, Random House, 2009) e por ir na contramão da maioria das análises ao dizer o que antecipa que acontecerá no Irã. A pedido da Folha, o americano fez as seguintes previsões: FOLHA - O sr. prevê a reeleição de Barack Obama? BRUCE BUENO DE MESQUITA - Sim. Eu votei nele, mas acho que ele tem sido insuficientemente decisivo, o que me preocupa. Levou muito tempo para decidir sobre uma política em relação ao Afeganistão, e não gosto da que escolheu. Gostei de seu discurso no Cairo (Egito), mas ele não deu sequência ao que prometeu ali, o que foi frustrante. Obama não tem força suficiente para fazer o Congresso aumentar os impostos sobre combustíveis fósseis; em vez disso, apostou em Copenhague e saiu de mãos vazias, exatamente como eu previra em meu livro, escrito meses antes. Ele vai conseguir passar algum tipo de reforma de saúde pública pelo Congresso, embora não tenha mais poder para dar a forma final à lei. Mas ele tem a sorte de suceder uma gestão vista como uma grande falha, então qualquer coisa que conseguir fazer parecerá melhor do que é. A economia vem dando sinais de melhora, embora o mérito aqui seja mais de Ben Bernanke, presidente do Fed [banco central americano], do que dele. Só se ela voltar a cair fortemente ele sairá da Casa Branca em 2013. Os eleitores não ligam para política externa, a não ser em situações catastróficas. No campo doméstico, vale o chavão: é a economia, estúpido. No ano da campanha de reeleição, 2012, ele já estará em boas condições e ficarei chocado caso ele não seja reeleito. FOLHA - Farei uma série de perguntas sobre política externa para sua previsão, começando pelo Irã. MESQUITA - Nos próximos dois anos, o aiatolá Ali Khamenei se aposentará, e o governo será cada vez mais dominado pelo comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Ali Jafari, assim como pelo grupo Bonyads, que controla todo o dinheiro do Irã, inclusive dos mulás, para quem investem. Não são corruptos, são isentos de taxação, são o grupo mais poderoso hoje. Ambos deverão evoluir para uma política mais pragmática, o que quer dizer que a economia iraniana vai melhorar e o país vai se tornar uma ditadura militar, não mais uma teocracia. Antecipo [o presidente] Mahmoud Ahmadinejad saindo com Khamenei. FOLHA - Iraque. MESQUITA - As relações entre Irã e Iraque nos próximos anos vão depender da decisão do presidente Obama de deixar ou não 50 mil tropas remanescentes no Iraque. Se as retirar, então haverá uma parceria estratégica entre os dois países vizinhos, com o Irã tentando fortalecer o governo xiita iraquiano. Como Tariq Al Hashimi, vice-presidente iraquiano e líder do bloco sunita, deve crescer e começar a ameaçar o atual governo, isso levará a uma intervenção militar iraniana. Se Obama deixar as tropas, Hashimi vai ser contido e o governo xiita continuará forte. FOLHA - O sr. vê novo ataque terrorista em solo americano? MESQUITA - Da última vez que analisei essa questão, em 2003, previ que não haveria um nos próximos três anos, e não houve. Olhando agora, acho que é pouco provável. Os EUA e seus aliados têm tornado muito mais difícil para o comando central da Al Qaeda coordenar ataques. Hoje, o grupo terrorista está mais interessado em questões locais do que na jihad global. Um ataque em larga escala como o 11 de Setembro é improvável, mas pequenas tentativas, mais difíceis de reprimir, são mais prováveis. FOLHA - Bin Laden será capturado? MESQUITA - Ele não é mais tão importante como pessoa como era. Antes, era a fonte de dinheiro para a Al Qaeda, e isso não é mais verdade: ele gastou tudo o que tinha. Hoje o dinheiro vem de drogas, sequestros e coisas assim. Isso o torna menos relevante: Bin Laden nunca foi um grande estrategista ou organizador de ações, era mais a fonte de dinheiro e o o líder carismático. A Al Qaeda não acabará se ele for capturado nem está mais forte porque ele está vivo. FOLHA - Indo à América Latina, qual o futuro de Cuba? MESQUITA - Nada muito dramático acontecerá até que haja uma sucessão sem os Castros. As concessões americanas recentes não têm resultado em nenhum ganho significativo do outro lado, como liberdade de imprensa. Raúl Castro ensaiou uma certa liberalização econômica no começo, mas isso tem um motivo. Nos dois primeiros anos no poder, ditadores têm uma probabilidade maior de serem derrubados do que líderes eleitos democraticamente. Então, nesse período, eles têm incentivo e uma tendência a se mostrar mais progressistas do que realmente são, até conseguirem o controle político. No momento em que isso é atingido, começam as sanções mais severas. Esse é o caminho que Raúl vem seguindo. FOLHA - Hugo Chávez? MESQUITA - Ele também segue a trilha dos ditadores racionais: aumentou o controle político, diminuiu a liberdade de imprensa, cometeu erros importantes. Um deles foi convocar um plebiscito para mudar a Constituição, por arrogância. Seu erro foi achar que poderia fazer o que quisesse porque o povo o adora e o apoia, mas descobriu que isso não é verdade. Então, agora faz as mudanças sem passar pelo povo. Outro erro grave foi ter investido todas as fichas em Ahmadinejad. Como expliquei antes, está apostando na pessoa errada, o que o deixará parecendo estúpido e um pouco mais marginalizado na comunidade internacional. FOLHA - Eleições no Brasil? MESQUITA - Tenho conhecimento limitado da política brasileira, mas acho que Dilma Rousseff não é a vencedora mais provável. Não sei quem será, mas sua posição em algumas questões políticas tendem a marginalizá-la e complicar sua candidatura. Por exemplo, a forma de populismo nacionalista que ela defende é muito custosa e potencialmente pode comprometer o crescimento da economia. Os eleitores perceberão isso, e ela cairá nas pesquisas. Pessoalmente, acho que isso será bom para o Brasil. O vencedor não será tão nacionalista e contra investimentos estrangeiros como ela tem se mostrado. É a minha visão pouco informada e ligeira sobre o Brasil. FOLHA - O sr. vê o Brasil consolidando esse novo papel de protagonismo na arena global? MESQUITA - Se não deixarem a corrente que eu chamo de populista-nacionalista crescer como cresce com Chávez, Brasil e México serão os dois países mais vibrantes e importantes do hemisfério Ocidental nos próximos 10 a 15 anos e ambos se tornarão potências globais muito importantes. Sou otimista quanto a isso. Para provar, tenho investido em ambos os países. FOLHA - O que haverá com o Haiti? MESQUITA - Eu não analisei a situação e odiaria especular num momento como esse.
Uma amostra das previsões de Mesquita
1- Ele previu a Segunda Intifada e a morte do processo de paz no Oriente Médio- dois anos antes de acontecer.
2- Desafiou especialistas em Rússia, prevendo quem sucederia Brezhnev. "O modelo identificou Andropov, que ninguém na época nem sequer considerava como uma possibilidade" , diz.
3- Previu que Daniel Ortega e os Sandinistas perderiam o cargo em eleições na Nicarágua - dois anos antes de acontecer.
4- Quatro meses antes dos conflitos da Praça da Paz Celestial, em Pequim, ele disse que os inflexíveis governantes da China iriam aplicar sanções severas aos dissidentes.
5- Previu a aprovação apertada do Tratado de Maastricht, da União Européia, na França.
6- Previu a exata implementação do Acordo Good Friday, de 1998, entre a Grã-Bretanha e o IRA.
7- Previu que a CHina reinvidicaria Hong Kong e a forma exata como a transferência aconteceria, 12 anos antes de acontecer.
Ayuaska, a droga do passado que está mais presente (Comportamento) escrito em sexta 12 fevereiro 2010 15:49
Sou cinéfilo já faz muitos anos, e quando vou assistir um filme seja de tema futurista seja intelectual ou romântico, sou muito exigente quanto ao resultado. No filme Avatar, do diretor James Cameron, que custou 310 milhões de dólares, é um marco nas filmagens com câmeras 3D. Imagine que estas câmeras pesavam 150 kilos e do tamanho de uma máquina de lavar roupa, a equipe de técnicos de Cameron mudou isso para equipamentos manuais, leves e versáteis. O filme já estava idealizado em 1995, onde Cameron recebeu de sua equipe técnica um sonoro “impossível” quando apresentou o esboço de Avatar para estudo. Tanta tecnologia e dedicação poderiam ser facilmente evitadas se nossas leis sobre drogas tivessem sido mudadas como foram nos dias de hoje, vamos imaginar um brasileiro típico - rico ou pobre somos todos típicos - querendo assistir um filme em 3D que não seja Avatar, que não seja em um cinema, como fazer para conseguir tal efeito especial de maneira barata e de forma que toda a família possa assistir???? As imagens ficariam em 3D usando Ayuaska (composta por mariri e chacrona), esse chá alucinógeno que agora é legalizado, inclusive crianças podem usar, segundo a opinião de quem liberou. A liberação, no entanto se restringe somente aos templos. Agora imaginem só uma criança tomando este chá e “viajando”, e acham que ninguém poderá usar em casa ou nas ruas. Será que realmente alguém acredita nisso? Temos as drogas ilegais nos assombrando e rondando nossas crianças e adolescentes nas ruas e escolas todos os dias, quem dirá liberando chá de Ayuaska, de coca, de cogumelo e assim vai. Se marmanjo quer coçar os olhos enfiando o dedo pelo nariz, problema dele, mas liberação de drogas e alucinógenos gera precedente e temos um futuro a dar para nossos filhos, uma sociedade com suas diferenças e de tolerância, respeitando credos e crenças. Ver também religiões: Santo Daime e União do Vegetal
Imagens
Milionário desiludido com riqueza rifa a própria mansão (Desenvolvimento Pessoal) escrito em sexta 12 fevereiro 2010 19:07
"Karl Rabeder (Cortesia: MyMicroCredit)"
Um austríaco que se desiludiu com o estilo de vida milionário vendeu a sua empresa, se desfez de vários bens e agora está rifando a sua mansão de R$ 3,8 milhões nos Alpes para levantar capital para um banco de microcrédito para pessoas pobres na América Latina, na África e na Ásia.
Em 2004, o então milionário Karl Rabeder decidiu se desfazer de sua bem-sucedida empresa de móveis e interiores para se dedicar a atividades filantrópicas, como o financiamento de orfanatos e organizações que fornecem microcrédito na Bolívia, El Salvador e Nicarágua.
De lá para cá, Rabeder se desfez de sua limusine, seus planadores e quase todos os seus bens, e hoje vive em um apartamento alugado em Innsbruck, na Áustria, administrando a empresa sem fins lucrativos MyMicroCredit.
"Quando vejo um brilho nos olhos de outras pessoas, fico realmente feliz", afirmou o ex-milionário, que vem de uma humilde família austríaca.

Cortesia: MyMicroCredit
"Mansão nos Alpes (Cortesia: MyMicroCredit)"
O último grande bem ainda no seu nome é a mansão, que será rifada no dia 28 de fevereiro. Qualquer cidadão da União Europeia pode comprar uma ou mais das 21.999 rifas.
Cada uma custa 99 euros (cerca de R$ 250).
Rabeder não deve lucrar com a venda da casa de 321 metros quadrados, em um terreno de 2.711 m².
Microempresas
A MyMicroCredit fornece pequenos empréstimos, entre 200 e 1,5 mil euros, a famílias pobres interessadas em iniciar a sua própria empresa ou expandir seus negócios.
Por menos de 400 euros é possível comprar uma pequena estufa, máquina de costura ou uma carrocinha para vender suco de frutas como ambulante.
Rafaela Carijo, da Bolívia, é uma das beneficiadas pelo projeto do austríaco e hoje vende água de coco com uma carrocinha comprada por 350 euros, com o empréstimo do MyMicroCredit.

Cortesia: MyMicroCredit
"Rafaela Carijo (Cortesia: MyMicroCredit)"
Por meio do site da organização de Rabeder, qualquer pessoa pode colaborar com empréstimos a começar por 25 euros, que segundo a instituição, "têm grande possibilidade de serem devolvidos".
"Eu desejo que a MyMicroCredit se transforme em uma grande família, que possibilite uma troca regular em todos os sentidos", afirmou Rabeder.
O austríaco afirma que a taxa de quitação das dívidas dos beneficiados é de cerca de 98%.
A intenção do austríaco é engajar cada vez mais cidadãos europeus por meio de microinvestimentos nos projetos que a ONG fundada por ele seleciona.
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